Blog
Textos sobre assuntos genéricos, mas que têm mais de coerência do que o Diário.
Por gosto ou por necessidade, eu sempre acabava indo parar em círculos mais alternativos. Na adolescência, eu fazia parte de alguns fandons antes desse nome existir, e tinha flogs dedicados a eles. Quando jovem adulta (2008-2012), eu adorava jogar no computador (The Sims, Pharaoh e Jewel Quest que o digam) e fazia parte da comunidade de Morrowind no Orkut. Alguns anos depois (2015-2016), por necessidade financeira, eu entrei no mundo do código-aberto. Atualmente, estou eu aqui, na indie web. Esse último não foi por necessidade financeira, mas por necessidade psicológica e por gostar também.
Já tem muitos anos que eu estou cansada de rede social, acho que desde a época em que eu fiz uma conta no facebook pela primeira vez (não tenho mais). De lá pra cá, eu já fiz e já apaguei várias contas. Sinto falta de ter uma presença online, mas não gosto da "comunidade" de redes sociais. Não gosto do que os algoritmos me recomendam, preciso ficar muito tempo adestrando esses bichos para esconder todas as porcarias de futebol, bebidas, mulher pelada, carros, política, comida, coisas inúteis e estúpidas, e outras coisas realmente nocivas. Além disso, as pessoas são horríveis, todo mundo é fdp, grosseiro e maldito gratuitamente. Parece até um bando de fracassados sem maturidade emocional que não conseguem ver uma pessoa feliz e deixá-la em paz. E para piorar, um milhão de propagandas e golpes. Isso tudo me cansa e me desanima demais. Passo pouco tempo nas redes porque acho insuportável ficar lá muito tempo.
Eu tinha alguns blogs, mas nunca tiveram visibilidade. Tentei divulgar em uma rede ou outra, mas nenhuma das minhas postagens nunca teve alcance. Acho que eu teria que pagar pra isso. Então ter rede social por causa de visibilidade não faz sentido pra mim. Hoje tenho Instagram porque se não tiver, não tenho contato com as pessoas que eu conheço porque elas simplesmente não me respondem no Whatsapp (pra ser honesta, não me respondem nem no Insta também 🤷🏻♀️). E tenho Twitter porque me parece ter um pouquiiiiiiiinho mais de visibilidade do que o anterior, então posto atualizações por lá (consegui 90 visualizações e 1 like, muito mais do que no Instagram). Recentemente fiz uma conta no TikTok porque precisei de um tutorial pra montar um móvel e o único vídeo que existia era de lá. 😂 Comecei a seguir algumas contas de Vampiro A Máscara, mas eu nem uso aquilo, achei as recomendações do algoritmo horrorosas, tá só ocupando espaço no meu telefone.
A inspiração para ter um site próprio na indie web veio deste vídeo. Em seguida, passei um tempo pesquisando e fiquei convencida de que era uma boa idéia. Optei pelo Nekoweb primeiro, que a própria moça no vídeo usa, e o restante foi só pesquisar por tutoriais de CSS e HTML na internet. Este último eu tenho alguma familiaridade porque aprendi sua primeira versão (sem número no nome) no ensino fundamental, uma época em que o único editor era o Notepad, o único navegador era o Internet Explorer, CSS ainda não existia e o tema prata do Windows XP era a coisa mais linda e moderna do mundo. 🦕
Achei que ia ter muita dificuldade fazendo meu próprio site, mas, não sei por que, tudo fluiu facilmente. A princípio eu pretendia colocar apenas minhas fanfics, daí tive a idéia de pegar alguns dos meus posts sobre esoterismo que eu tinha no Medium (e que nunca alcançou ninguém) e publicar por aqui também. Depois veio a idéia do diário; depois este blog mais genérico; e então os meus originais, que no momento é apenas 1 livro publicado, mas outros estão a caminho.
A idéia para os altares veio das pesquisas sobre o que as pessoas postavam nos seus sites indie. Tirando os flogs, eu não era muito de falar sobre as coisas que eu gostava, e talvez isso fosse um problema. Eu não falava sobre o que gostava e era bombardeada por coisas que eu detesto (nas redes sociais). Então decidi abraçar isso, essa "positividade", e dedicar este site a tudo que eu gosto, seja o que eu mesma crio ou o que outras pessoas criaram.
Quanto à divulgação, vi algumas pessoas dizendo que é pior ter site indie porque aqui não temos a visibilidade e o alcance que temos em redes sociais. Mas como eu mencionei ali em cima, eu nunca tive alcance de nada em plataforma nenhuma, então ter um site do meu jeito, com as coisas que eu gosto, sem me aborrecer com o vandalismo digital dos outros, as opiniões de 💩 que nunca deveriam ter sido expressadas, propagandas infinitas, golpes, algoritmo e tudo o que engloba estar numa plataforma mainstream, é uma gigantesca vantagem por si só. Se é pra não ser descoberta, então que seja do jeito que eu quero e em paz.
Parece que mais e mais pessoas estão aderindo a esse estilo de vida. Talvez no futuro a gente tenha uma porção da internet que seja genuinamente interessante, criativa e com boa educação.
Existe também a possibilidade, num futuro muito distante, de que as corporações tentem entrar no meio indie com produtos artificialmente indies e destruam esse ecossistema, mas isso tá tão longe de acontecer que eu não vou me preocupar agora. A indie web ainda é um nicho e ainda é minoria, foi apenas no ano passado que o Neocities atingiu a marca de 1 milhão de usuários.
Me conhecendo como eu conheço, só espero continuar com o mesmo entusiasmo de agora, ou pelo menos numa quantidade saudável para continuar atualizando meu site. Pretendo deixar as redes sociais só para publicar atualizações daqui.
Finalizando... É isso. O texto que eu comecei a escrever era diferente e eu fugi muito do assunto. Esse aqui é uma versão mais sucinta do primeiro, por isso, inclusive, o título não encaixa direito. xD